sábado, 11 de junho de 2011

Euforia, vertigens.. Estados alterados da mente.

A cada dia, penso em mil maneiras de como posso contribuir com a minha fração a esta imensidão que a cada dia apodrece mais e que nós costumamos chamar de sociedade. Às vezes acho que esse é meu erro, me importar demais. Enquanto milhares de pessoas tem uma renda absurda mensal que, acho eu, nunca vou conseguir ganhar na minha medíocre vida não fazem nada, aliás, fazem de tudo para que nós mesmos tenhamos uma vida podre e sem direitos, eu vou tentando pacientemente ajudar com o que eu posso pra melhorar qualquer coisa que esteja ao meu alcance. Acho, de alguma maneira, que isso vem do princípio, dos moldes do país. Talvez se não tivéssemos sido colonizados? Não sei. Sei que enquanto teço estas palavras, muitos estão às ruas fazendo disso aqui , que eu tanto luto, cada vez pior. Cheguei a tal ponto de não me importar mais, me calei, como quando uma pessoa te fere emocionalmente e você se cala, tentando se recuperar daquelas feridas que a vida costuma nos dar com o sorriso estampado na cara. Não tenho muito o estilo de esquerdista radical, mas tendo da maneira que posso. Também, ficar quieto e engolir o que vejo não seria e não é a melhor opção, afinal, vivo num país democrático. Será mesmo? Tem muitas coisas que eu costumo dizer sem ao menos saber se isso tem um fundo de verdade ou não. Acho que essa indecisão vem da lugar de onde vivemos, a indecisão que temos na hora de sair de casa se estaremos salvos nas ruas, ou se a rua é mais segura que a sua própria casa. Se na hora que for usar o banheiro uma bala perdida não atravessar o meu travesseiro. Acho que a fraqueza que esse sistema me causa é como uma vertigem, a cada vez que você olha, que você consegue imaginar a imensidão daquilo que está vendo, aquilo te enfraquece, te puxa pra dentro sem nenhum rancor com o único objetivo de te destruir. E, acho que nada pode ser maior.

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